quinta-feira, 24 de maio de 2012

De volta ao Planeta dos Macacos

Taubaté é uma cidade pequena. Muito pequena. As pessoas que moram em Taubaté não mudam. Não mudam mesmo. Você vai aos mesmos lugares, encontra as mesmas panelinhas, ouve as mesmas histórias, as mesmas fofocas.

Não sei se fui eu quem voou demais ou foi o mundo que parou. Não sei se sou eu quem não vê mais graça em algumas coisas ou se o mundo perdeu a cor. Não sei se sou eu quem espera demais das pessoas ou se são elas que não se empenham.

Decidi fazer academia e minha escolha foi puramente baseada na equação preço X quantidade de aulas depois das 17h. Fui parar na Taiyô. Mal sabia eu que seria cercada por caras conhecidas e pela tribo dos fortinhos(as).

Ontem, eu no auge da caminhada na esteira, vi um rosto que não era estranho. Passei um bom tempo tentando lembrar de onde eu conhecia aquela loira. Bingo! Ela fez parte da minha infância. Fez catequese comigo, estudou na mesma escola e roubou meu namorado.

Hilário, né?! Eu tinha lá meus 10, 11 anos e era apaixonada pelo filho da filha da vizinha da minha avó. Alexandre, era o nome dele. Um menino super galanteador, daqueles que tiravam suspiros das novinhas. E, claro comigo não era diferente.

Eu era tímida. Morria de medo de falar com as pessoas. Ele foi meu primeiro “namorado”, meu primeiro selinho, porque beijo de língua mesmo aconteceu muito depois disso.

Mas, enfim, voltemos a dita cuja que apareceu na academia ontem. Ela era nova na escola, sentávamos perto, e meio que viramos amigas a ponto de contar uma para a outra que namorávamos com um menino chamado Alexandre que também estudava por ali, numa sala vizinha. Não demorou muito para descobrirmos que era O MESMO Alexandre e que ele se gabava pros amigos que tinha 2 namoradas.

Foi um desastre. Eu, que já tenho tendência cancerianassiva passei dias chorando. Foi minha primeira desilusão amorosa. E não parou por aí. Acabamos OS 3 na MESMA catequese. Eu não lembro muito bem como foi, mas nós duas o colocamos contra a parede e fizemos ele escolher uma. Adivinhe quem foi? Ela, claro. Desilusão amorosa, parte II.

Enquanto eu olhava pra ela fazendo os exercícios nos aparelhos eu pensava. “Ela não mudou nada”. Nunca mais soube dela, nem dele, a vida passou, muita coisa andou e desandou, mas a sensação é a de que nada mudou e nem o tempo passou.

2 comentários:

  1. Adoro você escrevendo...saudades

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    1. Maguinho... MUITA Saudade! Bem que podiamos marcar um feriado pela praia, hein?! dane-se o frio! rs

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